O dilema das praxes.

 Queridas(/os, caso haja algum caloirito por aqui) caloiras,

 Hoje trago-vos um assunto que dá (ou já deu) muito que falar nas nossas cabeças: ir ou não ir a praxe. De um lado a televisão e a DGES (tristeza!!!!) dizem-nos para não ir, por outro, toda a gente vai. E agora?

 Comece-mos pelo principio: o traje é um DIREITO académico. Se já estão na praxe ou estão a pensar em ir apenas porque querem trajar e até vão, de alguma forma, contrariados, então vou já poupar-vos o esforço e informo que não precisam de ir para o usar. Mesmo sendo não-praxantes podem usar a bela vestimenta e sapatinhos apertados sempre que quiserem e bem vos apetecer. E se estão na praxe contrariados por alguma outra razão, e isto é um conselho de amiga, saiam. Pessoas que não têm espírito para aquilo só se vão tornar em maus-praxantes, que não fazem falta nenhuma até porque, infelizmente, já existem demasiados.

 Outro assunto que quero abordar é que se entraram (ou estão para entrar) este ano, não digam logo que não querem ir a praxe porque ouviram na televisão que uns caloiros algures foram pendurados de cabeça para baixo. Não deixem que alguém decida por vocês o que VOCÊS acham que é bom ou mau. Experimentem! Ninguém vos vai obrigar a ficar lá! Eu experimentei (ainda fui umas belas vezes) e decidi que não gostava. Mas há quem goste (e muito!) e são esses que honram o traje da melhor maneira. No entanto, se forem como eu e não gostarem, não há stress nenhum, até porque entretanto já fazem parte de uma família, têm padrinhos e madrinhas e fizeram mil e um amigos novos. E, se não querem ir pelo medo, e isso é outro assunto, informo-vos já que o pior que vos poderão mandar fazer é uma bela mão cheia de granadas, uns quantos “ri-me fodi-me” e encher (muito!).

 Peço-vos, por isso, que não contribuam para esta ideia feita que todas as praxes são más e que devem acabar, porque não é verdade. Há casos extremos e esses sim, não devem existir. Mas como já referi, quem faz coisas dessas é o pessoal que andou lá por outra razão que não gostar daquilo. Há praxes boas, e muito boas mesmo! E todas as praxes de todos os cursos e faculdades são diferentes, podem gostar de umas e não de outras, mas isso é como tudo na vida.

  Despeço-me de vocês a desejar muito boa sorte nesta nova etapa da vossa vida e que, acima de tudo se divirtam muito! Eu, NÃO-PRAXANTE por opção, vou ter o meu traçar de capa agora com a minha família de praxe e amigos e estou muito ansiosa, até porque a seguir vai haver festa (hueeee!!!), mas eu depois conto como foi.

  Saudações académicas,

19like Quase-Traçada

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4 thoughts on “O dilema das praxes.

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