O derradeiro medo feminino: O corte do cabelo

Pois é, hoje falo-vos do maior medo feminino, aquele que nos causa uma severa dor no miocárdio, antes e depois: cortar o cabelo. Antes da ansiedade e previsão, que geralmente é acertada (ao contrário da meteorologia), e depois porque o resultado é tudo o que estávamos à espera e desejávamos que não acontecesse.

Toda a mulher tem medo de cortar o cabelo, vem como que encriptado no nosso DNA. Mas de onde vem esse medo? Por exemplo, conta a lenda que uma menina quando era pequenina foi com a avó ao cabeleireiro e quando saiu parecia que tinha vindo de uma clínica cirúrgica de mudança de sexo (afinal, até que ponto é que as raparigas de 4 anos são diferentes dos rapazes? principalmente uma com caracóis estilo carapinha?) e a partir daí todas as suas vizitas àquele sitio aterrador passaram a parecer-se mais com uma ida ao café, onde se põe a conversa em dia e se sai exatamente como se entrou. Mas de onde vem o terror que o resto da população feminina sente? Do sítio em si? Do resultado?

Bem, do sítio em si não é, até porque existem dois tipos diferentes de mulheres: as que odeiam ir ao cabeleireiro e só de pensar ficam com arritmias (aquelas que só lá vão uma vez por ano e é se não conseguirem ir atrasando a coisa, estão a ver?) e as que adoram ir ao cabeleireiro, anseiam a mudança, mas quando vêem a bela da senhora a por a tesoura meio centímetro acima dos 2 dedos que disseram começam a rezar à santinha para que no fim não pareçam a Ellen Degeneres.

Com os meus 19 anos de experiência (que deram, no total, cerca de 38 idas ao cabeleireiro), cheguei à conclusão que esta, quase que fobia, está mais que relacionada com o resultado final. Não são os dois dedos a menos que nós pedimos e depois odiamos, são os dois dedos GIGANTES que todas as cabeleireiras parecem ter, que fazem 4 dos das senhoras (e senhores também, por incrível que pareça) com outras profissões. Será que temos que começar a pedir em centímetros e a levar a régua de casa? Afinal, uma pessoa chega lá com uma foto de uma rapariga com o cabelo pelo meio das costas e sai com ele pelos ombros, e é se tiverem a sorte de ter cabelo liso, porque se não, minhas amigas, o que costumavam chamar de cabelo (e fala a voz da experiência) vai passar a ser denominado um verdadeiro ninho de cucos, tal é a aparência e textura da coisa.

Bem, escrevi toda uma reflexão para anunciar que a menina, que algures na vida dela teve a dádiva de experimentar o que era ser um rapaz, está neste momento naquele sítio, a fazer a maluqueira de dizer à sua cabeleireira que quer cortar o cabelo pelos ombros e a tentar determinar “por olhómetro” qual é a grossura dos dedos da senhora. Agora, e já com alguma dispnéia grau moderado-severo (porque afinal ainda é só amanhã), só me resta rezar à santinha para ter piedade e que, na pior das hipóteses, fique com tanto estilo como a Ruby Rose. Desejem-me boa sorte.

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